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15 DE ABRIL 2014
 

Operário morre eletrocutado em obra

 

O mecânico Edson Afonso Rosnyak, 46 anos, morreu eletrocutado na manhã de hoje (dia 15 de abril) em uma obra da A3 Incorporadora. Edson, de apelido "Polaco", recebeu uma descarga elétrica de 13 mil volts quando consertava uma perfuratriz, que deslizou no terreno e atingiu o fio de alta tensão da rede elétrica de iluminação pública. A obra (Residencial Coral Glabes) fica na esquina da ruas José Maria Gomes com José Emmendoerfer, Bairro Nova Brasília. A vítima era empregada de uma empresa terceirizada. Outro operário foi hospitalizado no São José, porque passou mal ao se dar conta do acontecido ao colega. Afastar a rede elétrica ou protegê-la das obras é uma norma de segurança prevista em lei. Para a presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção e do Mobiliário, Helenice Vieira dos Santos, “o que se verifica, nesses casos, é a necessidade da pressa, a obra tem prazo para conclusão, não importa em que condições os trabalhadores estejam no local de trabalho”.

Na avaliação da presidente do Siticom, esta foi mais uma tragédia que poderia ter sido evitada. “Os fios deveriam ser isolados pela Celesc, mediante pedido prévio da empreiteira", explica a sindicalista. Há anos o Sindicato vem lutando para que o pedido de afastamento da rede seja feito antes da liberação da obra por parte da Prefeitura. “Desde 2009, já fizemos reunião com a Celesc, com setores da Prefeitura, tem que haver obrigatoriedade na lei onde o projeto somente seja liberado após verificação se há necessidade de afastamento de rede. Neste caso, foi praticamente um trator em funcionamento embaixo de alta tensão, o que configura falta de responsabilidade”. Helenice adverte, ainda: “Uma arma que todo o trabalhador tem é a recusa às condições de risco no trabalho. Na maiora das vezes os trabalhadores desconhecem isso, são subordinados, a obra tem que acontecer, trabalham por produção, sob pressão”. Para o Sindicato, “as empresas, por mais que terceirizem o serviço, têm responsabilidade solidária, porque não tem dinheiro que pague a indenização da vida de um ser humano”.

Todos os trabalhadores que estavam na obra no momento do acidente foram embora imediatamente após a tragédia. “O que impera num momento destes é a lei do silêncio. Ninguém viu nada nem sabe de nada. Na A3 Incorporadora ninguém soube responder qual é a empresa terceirizada ou sequer o nome da vítima”, denuncia Helenice Vieira dos Santos. O diretor da Celesc de Jaraguá do Sul, Luiz Melro,esteve no local e informou que nenhuma forma de prevenção foi solicitada à Celesc e que o acidente ocorreu por falta de segurança. A tragédia ocorreu por volta das 9h40 min. “Chamamos os bombeiros, a PM e Celesc às 9h53min”, relata o presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Alimentação, Valcir Braga Rodrigues, vizinho ao local. A retirada do corpo demorou cerca de uma hora. Antes, a Celesc teve que desligar a rede elétrica para que os peritos pudessem se aproximar do local da tragédia.

 
       
 

 

 

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